Resgate de alma parte 2
Pega a pipoca, aperta o cinto que iremos continuar a deliciosa jornada sobre o resgate de alma.
Podemos nos conscientizar que parte de nós foi embora por observarmos também consequências no corpo físico, o que é muito usual, afinal o corpo fala o que a alma cala. Como já sabemos, os sintomas da perda de alma podem ser praticamente qualquer coisa que pareça até mesmo boba e rotineira, uma pessoa cansada que reclama de tudo é uma forte candidata. A fadiga é um sinal muito comum, e um fraco sistema imune também. Literalmente, a perda da alma pode estar por trás de qualquer doença, pois estamos nos referindo a um estado de energia reduzida, assim não é surpreendente que as coisas possam começar a dar errado no corpo.
Existem algumas causas óbvias e outras nem tanto para a saída da alma. Tradicionalmente, a perda era dita como resultante de coisas como: acidentes, doenças graves, choques e outros eventos traumáticos.
No entanto, existem outras causas que podem indicar esta ausência:
• Abuso sexual, físico, emocional e mental;
• Ansiedade prolongada ou medo;
• Perda e sofrimento;
• Vergonha e culpa;
• Dor prolongada;
• Dar a sua alma a outro;
• Relações afetivas co-dependentes;
• Dominação por outra pessoa, ou um grupo (tudo, desde a pressão dos colegas até cultos religiosos);
• Permissão para que a sua alma seja roubada por outro ou por outros;
• Abuso de substâncias e outros vícios (permitindo que sua alma seja roubada pelo objeto do vício);
• Não ser fiel a si mesma;
• Repudiar ou repelir partes de si mesma.
Ocasionalmente, a perda da alma ocorre quando não nos sentimos seguras, digamos no caso de um evento traumático, quando parte de nós então sai, pois considerar que não é seguro ficar onde está. De vez em quando o fragmento entra em estado de choque e pode ser arremessado para fora do corpo. Como também pode ficar preso no tempo e no lugar do evento trauma, afixado em torno deste como um fantasma (é por isso que as pessoas descrevem flashbacks, ou pensamentos persistentes relacionados com estes locais ou épocas de vida (isto indica que parte da pessoa está ainda presa lá atrás). Situações prolongadas como medo, culpa ou dor podem ter um efeito semelhante.
Segmentos de nós podem se retirar porque não conseguem mais lidar com uma situação (podemos dizer que sentimos que uma parte de nós morreu). Há ocasiões em que nós oferecemos nossa alma (nosso poder) a um ente querido, e quando eles morrem ou partem, sentimos que nosso coração foi arrancado. Outras vezes alguém (ou mesmo uma substância como álcool ou drogas) pode "roubar" a nossa alma, minando e gradualmente dominando-nos e mantendo-nos em cadeias e amarradas a eles.
Talvez a causa mais sutil (mas não menos prejudicial) de perda de alma é realmente o que fazemos a nós mesmas. Imagine que como uma criança havia algo que você ouviu repetidamente, comportamentos que podem ter sido indicados para nunca fazer, tais como: sentar de pernas abertas, comer além da conta, demonstrar raiva; chorar; ser barulhenta; ou ser uma danadinha desobediente. Como uma criança, o que você pode fazer com esse pedaço de você? (Atenção que o radar textual está indicando um alerta de sombra.)
Se você tiver sido repetidamente criticada ou rejeitada, punida ou se envergonhado destes comportamentos, bingo!! Se você fizer alguma destas coisas, então para sobreviver, você deve ter bloqueado estes conteúdos (olha a tal sombra na área), parte de você teve de ficar de fora. Fazemos isso, geralmente inconscientemente, adotando o que é conhecido como introjetar (do latim intro = em e injectare = jogando) quando algo de alguém é jogado em nós. Assim, uma introjeção se resume a um 'deve' ou um 'não deve' (os anjinhos e diabinhos dos desenhos animados). Um "deve" ou um "não deve" que nós adotamos e tomamos como verdade absoluta.
Se você tiver sido repetidamente criticada ou rejeitada, punida ou se envergonhado destes comportamentos, bingo!! Se você fizer alguma destas coisas, então para sobreviver, você deve ter bloqueado estes conteúdos (olha a tal sombra na área), parte de você teve de ficar de fora. Fazemos isso, geralmente inconscientemente, adotando o que é conhecido como introjetar (do latim intro = em e injectare = jogando) quando algo de alguém é jogado em nós. Assim, uma introjeção se resume a um 'deve' ou um 'não deve' (os anjinhos e diabinhos dos desenhos animados). Um "deve" ou um "não deve" que nós adotamos e tomamos como verdade absoluta.
Os psicoterapeutas diriam que esta parte é consequentemente reprimida, e que através do processo de terapia, esta parte pode ser recuperada e reintegrada. No entanto, o xamanismo nos fala que às vezes algo muito mais surpreendente acontece. Às vezes estes pedaços não são apenas reprimidos, mas realmente abandonam a consciência completamente.
A parte (alma) literalmente divide-se e segue para outros mundos. É quando o xamanismo entra em ação para recuperar o que foi perdido e precisa ser encontrado. O processo real de fazer uma recuperação de alma pode parecer mais rápido para quem recebe o tratamento do que para quem faz. Isto se deve à percepção de que está acontecendo fora do tempo, na chamada realidade incomum.
Assim, todo o processo pode ser feito em uma sessão ou pode ser indicado que mais sessões se façam necessárias, pois podemos perder muitas partes por aí. O que importa é que podemos juntar tudo o que nós somos e nos tornarmos íntegras novamente. Receber uma parte de si é motivo para celebrar, acolher, cantar e dançar, pois não é todo dia que recebemos como visita permanente alguém tão especial como nós mesmas não é? Afinal este é um caso de reencontro de um grande amor!
Larari larará!



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