As mulheres lobas e seus contos

Desde sempre esteve esperando por você na sua floresta interior, uma mulher, a maior das maiores, sentada à beira da maior das maiores fogueiras. Apesar de você atravessar a escuridão esmagadora para criar diamantes, ou o deserto que a priva de tudo mas que a sustenta com sua água oculta, apesar de ter de se desviar ao chegar ao rio para ser transportada por sobre as corredeiras por mãos invisíveis... apesar de toda e qualquer luta... aquela mulher, a maior das maiores, em pleno espírito, está à sua espera, enviando pacientemente mensagens pelo sistema de raízes da sua psique de todos os modos possíveis. Esse é o trabalho dela, o maior dos maiores. E o maior dos maiores trabalhos que cabem a você é encontrá-la e mantê-la para sempre. Este é um lindo trecho de textos da renomada, querida e amada Clarissa Pinkola Estés. A razão de tanto confete para ela, você pode se perguntar, pode se dar por um único motivo: ela mudou a vida de muita mulher, uma salva de palmas a esta dra. que fez a gente se olhar no espelho da alma e enxergar as facetas que ignorávamos em nós mesmas.
Santa Clarissa, ou simplesmente Clarissa, filha adotiva de húngaros e de procedência mexicana, eita mistura da boa, gerou e pariu o renomado livro "Mulheres que correm com Lobos". Um marco divisor de águas na literatura feminina, pois Clarissa que apreciava os lobos desde a infância, por morar perto das matas, cresceu com uma intimidade suficiente com estes animais a ponto de reconhecer neles comportamentos que se assemelhavam com as mulheres, numa linda associação instintiva com o feminino.
A Dra. Estés, psiquiatra junguiana, desnudou a alma feminina pelas fábulas e contos de fadas e nem tão fadas assim, nos quais destrincha muitos dos aspectos que permeiam a psique da mulher.
O universo rico em diferentes facetas abre em nossa cabeça questionamentos e insights que ficam dias e dias cutucando o nosso cérebro e nos fazendo refletir sobre nós mesmas e os papéis que desempenhamos.
É uma delícia navegar nas páginas do livro acompanhada de Babayaga ou Vasalisa, a mulher borboleta entre outras. Santa Clarissa nos apresenta mundos nativos, com contos ancestrais onde "la loba" ou "la que sabe" habitam e vem nos resgatar com a sabedoria de uma anciã, para que voltemos para a casa, o lar selvagem de uma mulher livre de corpo e alma.
Aproveitando a maravilhosa inspiração desta mujer vamos nos juntar em grupo neste sábado dia 13 de maio para compartilhar histórias, e adentrar nestes universos a fim de resgatarmos muito de nós, pela cura do chacra laríngeo tão sufocado no feminino. Vamos partilhar a beleza de nos envolver pela alma e suas escritas e sairmos mais conscientes e livres.
Que venga "la huessera" e nos mostre el camino da verdade!



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