Como uma deusa... desperta
Amada irmã sacode a poeira dos sapatos e deixa os butiás caírem todos, porque neste post vamos mergulhar num assunto polêmico mas ultra necessário. Certa vez li que para acordarmos era preciso um bom despertador daqueles que incomoda e muito, mas nos auxilia a levantar e seguir em frente.
Então tira a Rosana da sala e vamos falar delas: as deusas. Bem, vamos adentrar neste assunto controverso pelas bases da mitologia greco-romana com o auxílio de Jean Shinoda Bolen, psicanalista junguiana e uma autoridade nesse assunto, ok?
As deusas então ganharam o segundo plano, assim como as mulheres na sociedade. Em seu texto Stone questiona "talvez devamos perguntar a nós mesmas até que ponto a supressão dos ritos femininos ocasionou a supressão dos direitos das mulheres?"
A grande deusa era venerada como criadora de vida e destruidora, como a natureza, e ela ainda existe como um arquétipo do inconsciente coletivo. As deusas gregas que representavam os seus atributos específicos eram menos poderosas que a grande deusa e mais especializadas em áreas exclusivas de atuação. Eram imagens de mulheres que tem habitado a imaginação da humanidade durante mais de três mil anos.
As deusas são representações das mulheres nesta sociedade patriarcal e seus possíveis comportamentos. São belas e fortes, cada uma tem aspectos negativos e positivos, e tinham pontos fracos como qualquer mulher. Afinal as deusas gregas também viviam como nós em uma sociedade patriarcal de deuses masculinos, que governavam os céus, a terra e os mares, assim como o mundo subterrâneo. Cada deusa se adaptava a esta realidade a sua maneira, juntando-se ou separando-se dos homens, sendo um deles ou se retirando ao seu próprio interior. Cada deusa era vulnerável em comparação aos deuses que podiam negar-lhes o que elas queriam obter e assim dominá-las.
A grande deusa era venerada como criadora de vida e destruidora, como a natureza, e ela ainda existe como um arquétipo do inconsciente coletivo. As deusas gregas que representavam os seus atributos específicos eram menos poderosas que a grande deusa e mais especializadas em áreas exclusivas de atuação. Eram imagens de mulheres que tem habitado a imaginação da humanidade durante mais de três mil anos.
As deusas são representações das mulheres nesta sociedade patriarcal e seus possíveis comportamentos. São belas e fortes, cada uma tem aspectos negativos e positivos, e tinham pontos fracos como qualquer mulher. Afinal as deusas gregas também viviam como nós em uma sociedade patriarcal de deuses masculinos, que governavam os céus, a terra e os mares, assim como o mundo subterrâneo. Cada deusa se adaptava a esta realidade a sua maneira, juntando-se ou separando-se dos homens, sendo um deles ou se retirando ao seu próprio interior. Cada deusa era vulnerável em comparação aos deuses que podiam negar-lhes o que elas queriam obter e assim dominá-las.
As deusas são criações dos deuses, acho que é preciso irmos em busca do verdadeiro feminino, enterrado no coração de cada mulher, que está além das deusas e suas limitações, pois a mãe é infinita e eterna. Creio que este resgate é um chamado a todas nós e uma reflexão para que larguemos os estereótipos que vestimos socialmente e adentremos nos mistérios profundos da alma feminina que está além das deusas.
Excerto de Jean Shinoda Bolen em " As deusas em cada mulher".




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