Lançamento: a busca do verdadeiro Feminino

Irmãs, amadas mulheres de Gaya, lhes faço um convite: dispam os pés, porque vamos adentrar num terreno diferente, mas olha a beleza que é andar descalça por territórios novos e descobrir um cantinho de mato só nosso ali. Então vamos lá! É mais do que o momento adequado de começarmos a busca pela verdade, pelo feminino original. E para darmos lindas passadas neste terreno, vamos recapitular um pouquinho alguns fatos que poderão nos levar aos acessos a estas verdades. Queridas, muito do que é nomeado "feminino" parte de construções históricas e arquétipos moldados pelo aspecto estereotipado de nossa essência, sabemos já que os deuses (vide o post anterior) todos foram introduzidos para sobrepor o culto à deusa, à natureza primordial que havia em nossa amada Gaya no passado. Sabemos também que todas as divisões dos panteões de deuses e deusas são construções patriarcais que manipulam a mulher para que aceite um papel secundário na sociedade. Vamos mudar esta realidade? Não, não queremos insuflar o ódio nem a revolta, mas despertar questionamentos que nos levarão longe e ao amor próprio.
Partimos do seguinte: como nós mesmas, nossas mães, avós e filhas poderiam ter uma imagem verdadeira do que é ser mulher se elas próprias estavam distantes do feminino, da identidade com a deusa em si. Partimos da etimologia da palavra mulher que vem de " mole", ou seja fraca. Até pouco tempo atrás as mulheres não tinham o direito de estudar, de votar, de serem esclarecidas e ir além dos territórios domésticos. Não tínhamos modelos expressivos femininos para nos espelharmos, para admirarmos e isso gerou uma falta, uma ausência de nós mesmas, de nossa legítima essência, Veja que todos os avatares espirituais são homens, os arcanjos são representações masculinas, os grandes artistas e pensadores são quase todos homens, com algumas poucas e raras exceções. Há religiões que ainda tratam a mulher como parte coadjuvante, e em maioria não há exemplos heroicos, referências espirituais, filosóficas proeminentes e femininas que sejam cultuadas e reverenciadas, há poucas, porém muitas mulheres as desconhecem e admiram.
Admirar alguém é reconhecer algum poder igual em si mesma e esta é uma falta que precisa ser preenchida com valores femininos, com mulheres reconhecendo o poder feminino em si mesmas e umas nas outras.  Quando falamos de autoestima realmente percebemos uma ausência de admiração da mulher pela sua essência espiritual  que deve ser resgatada em si mesma e não conceituada por cientistas e filósofos que desconhecem as profundezas da nossa alma. Precisamos recuperar a nossa voz, as nossas almas, para que o legítimo feminino tão evocado possa se apresentar para a verdadeira cura de Gaya.
Decidimos por meio de um chamado espiritual convocar a Fémenina a força natural de nossa alma para que desperte e mostre-se.
Silenciamos por muito tempo a nossa força e beleza que são as forças da natureza  da mãe Gaya, assim decidimos criar um espaço onde as mulheres possam se expressar sem medo de se acharem ridículas, um espaço em que possam trazer exemplos femininos de sua cultura, história e família, como um meio de resgate desta parte perdida e enterrada nos escombros de uma terra desconhecida até hoje e que deve emergir, o coração de Gaya com toda a sua fonte de amor puro! Há muito o que admirar em nós mesmas e em nossas ancestrais, há mulheres fortes, de grande sabedoria espiritual, de
beleza grandiosa.
Nossos alertas arqueológicos indicam que há relatos que no passado o sol era uma deidade feminina e gerava luz para todos os seres e os nutria com vida. É chegado o momento irmãs, vamos questionar e reverenciar a beleza da alma feminina e de suas profundezas, vamos recuperar a nossa autoestima profunda por nos enxergarmos como seres capazes e seres cósmicos e espirituais.


Alguns exemplos de mulheres que mostraram a sua luz e verdade iluminando como sóis a vida de outras: Hypatia, Clarissa Pinkola, Maya Angelou entre outras que merecem ser admiradas e honradas.
Vamos então fazer uma profunda reflexão, como queremos mudar o mundo se ainda não entramos em contato com o feminino profundo de nossa verdadeira essência espiritual?
O mundo está precisando deste resgate em nós mesmas, deste profundo amor por nós mesmas para nos tornarmos sóis novamente.
Irmãs reflitam e busquem em si mesmas referências e exemplos de mulheres que possam ser admiradas e trazidas para compartilhar entre irmãs. Admirem-se, vocês todas tem a força criativa em si mesmas e devem honrar este aspecto! Ahoooo!


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